Corações Ternos

Zeca Baleiro

Há quem tenha o coração tão largo
Que entramos à vontade
Há quem tenha o coração tão largo
Que só enxergamos a metade


Há quem tenha o coração tão frágil
Que partiríamos ao tocar
Há quem tenha o coração tão frágil
Para viver sem se arriscar


São cheios de flores nos olhos
Os olhos a flor do medo
Do medo de perder o trem
Que leva pra o seu destino


Há quem tenha o coração tão terno
Onde descansa o carneirinho
Há quem tenha o coração tão terno
Meio homem, meio anjinho


Há quem tenha o coração tão vasto
Que estão sempre de viagem
Há quem tenha o coração tão vasto
Para privar-se de miragem


São cheios de flores nos olhos
Os olhos a flor do medo
Do medo de perder o trem
Que leva pra o seu destino


Há quem tenha o coração tão à mostra
Que só podem distribuir
Há quem tenha o coração tão à mostra
Que todos podem se servir


Esse coração tão à mostra
Tão frágil e tão terno
Maldito seja o silêncio
Que nem poderia ouvi-lo


É cheio de flores nos olhos
Os olhos a flor do medo
Do medo de perder o trem
Que leva pra a sua sorte

Composição: Edgar Scandurra / Nicola SónColaboração e revisão: Kelly Lidiane

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