Nesses versos tão singelos
Minha bela,meu amor
Pra você quero cantar
O meu sofrer e a minha dor
Eu sou que nem sabiá
Que quando canta é só tristeza
Desde o galho onde ele está


Nessa viola eu canto e gemo de verdade
Cada toada representa uma saudade


Eu nasci naquela serra
Num ranchinho beira-chão
Todo cheio de buraco
Onde a lua faz clarão
Quando chega a madrugada
Lá no mato a passarada principia um barulhão


Nessa viola eu canto e gemo de verdade
Cada toada representa uma saudade


Vou parar com a minha viola
Já não posso mais cantar
Pois o jeca quando canta tem vontade de chorar
O choro que vai caindo devagar se sumindo
Como as águas vão pra o mar

Composição: Zezé Di CamargoColaboração e revisão: BRUNNA ANDRADE

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